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Mudanças climáticas: problema real ou alarme falso?

Atualizado: 13 de mar. de 2023


Sabe-se que o planeta terra já passou por diversas mudanças climáticas durante esses 4,5 bilhões de anos de existência. Já houve períodos, por exemplo, em que a temperatura terrestre era extremamente baixa.


Mas, o mundo também já passou por um aquecimento global extremo durante o período triássico que resultou na extinção de milhões de espécies.

Nos últimos anos, temos observado alterações no clima que estão gerando diversos tipos de catástrofes, como inundações, deslizamentos de terra, secas extremas, derretimento das calotas, furacões…


Vários estudos comprovam que todas estas alterações climáticas se intensificaram após a Primeira Revolução Industrial. Afinal, o surgimento de indústrias e, mais tarde, dos automóveis, acabou colaborando para o aumento do efeito estufa.


Contudo, existe um grupo de negacionistas que alegam que todas essas alterações que estamos observando nada tem a ver com a ação do homem. Afinal, essas mudanças climáticas já fizeram parte da história do nosso planeta, mesmo antes da existência da nossa espécie.


Nesse artigo, vamos falar de alguns dados que vão nos mostrar se as mudanças climáticas são um problema real, ou só um alarme falso. Vamos lá?


Efeito estufa: vilão ou mocinho?


Apesar de muitos enxergarem o efeito estufa como vilão da história, na verdade este fenômeno é essencial para a vida na Terra, pois ele evita que todo o calor recebido volte para o espaço.


Ou seja, este efeito mantém uma parcela do calor no planeta que equilibra as temperaturas e possibilita nossa existência. Contudo, o aumento dos gases que geram o efeito estufa acaba resultando em uma retenção maior de calor. Consequentemente, as temperaturas aumentam!


Até aqui este pensamento segue uma lógica plausível, correto? Se as condições que possibilitam que este fenômeno aconteça estão sofrendo alterações, então é certo que os resultados também serão diferentes. Mas, o que gerou o aumento destes gases?


Após a Primeira Revolução Industrial, sofremos uma drástica transformação nos processos de produção, onde as máquinas começaram a substituir o trabalho artesanal. Na Segunda Revolução Industrial, o progresso tecnológico cresceu ainda mais.


O número de indústrias com produção em larga escala aumentaram significativamente. Também tivemos a construção de várias estradas e ferrovias com o avanço dos meios de transporte.


Além disso, durante estes períodos houve um aumento do desmatamento, tanto para a expansão urbana, como para explorar recursos naturais.


Também não podemos esquecer que a demanda da população por carne se elevou e fez com que a pecuária tivesse uma imensa expansão.


Tudo isso intensificou a emissão de gases na atmosfera, principalmente do dióxido de carbono e do gás metano.


Agora, vamos aos dados…


“Coincidentemente”, todas estas transformações na sociedade vieram acompanhadas de um aumento nas temperaturas. Segundo dados da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), a temperatura terrestre aumentou 1,1°C entre 1901 e 2020.


De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a década entre 2010 e 2020 foi uma das mais quentes desde os últimos 12 mil anos.


Estudos mostram que em 10 mil anos, desde o último período glacial, a temperatura média global aumentou 5°C. Para bater esse recorde, temos projeções de conseguir aumentar estes mesmos 5°C em apenas 200 anos.


Segundo pesquisas feitas na Universidade do Colorado-Boulder, uma das maiores estruturas de gelo do planeta está derretendo de forma muito acelerada e o resultado será catastrófico.


O serviço de Monitoramento do Meio Marinho já constatou que estamos tendo um aumento de cerca de 3,1 milímetros por ano.


Contudo, o derretimento total dessa geleira citada poderá elevar o nível do mar em até 65 centímetros, ocasionando em uma cenário desastroso para várias cidades litorâneas ao redor do mundo.


Além disso, de acordo com o último relatório emitido pelo IPCC (Avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), será inviável limitar o aumento das temperaturas em 1,5°C prescrito no Acordo de Paris, se não houver uma remoção significativa de carbono.


Contra fatos não há argumentos, não é verdade? Infelizmente, essas informações são uma pequeníssima parcela de uma série de estudos realizados por cientistas do mundo inteiro que comprovam que as mudanças climáticas são um problema real!!


Mudanças climáticas Doodle


Em comemoração ao Dia da Terra (22 de abril) em 2022, o tema do Doodle foram as mudanças climáticas. Para quem não sabe, o Doodle é uma maneira que o Google utiliza para homenagear datas e acontecimentos importantes.


Se você é uma daquelas pessoas que precisa “ver para crer”, então talvez se interesse pelas imagens verídicas capturadas pelo Google Earth exibidas no Doodle. Elas mostram claramente os efeitos das mudanças climáticas por todo o mundo.


Nas fotos é possível observar o recuo significativo das geleiras em várias regiões, a morte de várias barreiras de corais em um intervalo de tempo de três meses, e o processo de savanização de florestas que estão sendo devastadas com o desmatamento.


Sugerimos que você confira!


Efeitos catastróficos das Mudanças Climáticas


Quando falamos do aumento das temperaturas, do derretimento das calotas e da elevação do nível do mar, estamos explorando só a ponta do Iceberg.


A problemática é muito mais profunda e grave do que se pode imaginar. Essas consequências que já citamos desencadeiam em outras muito piores.


O aumento das temperaturas, por exemplo, afetará diretamente a produção de alimentos no mundo inteiro. Será cada vez mais difícil garantir a segurança alimentar para as pessoas.


Enfrentaremos problemas com a escassez de produtos, elevação dos preços, aumento da fome e, consequentemente, um crescimento da violência e da criminalidade.


Além disso, a falta de água também será um problemas mais frequente, principalmente em regiões mais propícias a secas, que tendem a ser cada vez mais severas.


Por conta do desequilíbrio climático, ao mesmo tempo em que teremos locais enfrentando secas, também teremos regiões que vão sofrer com o excesso de chuvas.


E o resultado disso são desastres que já ocorrem frequentemente no Brasil. Todos os anos vemos notícias de feridos, mortos e desabrigados por conta de enchentes, inundações e deslizamentos.


Estes dois cenários extremos, seja pela seca ou pelo excesso de chuvas, também irão prejudicar a biodiversidade e os ecossistemas das regiões afetadas. Diversas espécies de animais e plantas serão extintos.


A saúde da população também é algo para se preocupar. A mudança de temperaturas pode influenciar no aumento de doenças transmitidas por mosquitos, bem como na incidência de doenças de pele.


Apesar de já existirem diversos acordo globais que tem como objetivo solucionar essa crise climática, o máximo que nós conseguiremos fazer, caso ações efetivas sejam tomadas, é amenizar parcialmente os problemas.


Inevitavelmente nós iremos colher certas consequências, pois demoramos muito tempo para compreender que esta problemática é real, e não um simples alarde!


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